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Biografia Caio Vaz

 

Desde que eu era bem pequeno meu pai me levou à praia. Como ele era surfista, me empurrou nas primeiras marolinhas da minha vida, quando eu tinha uns quatro anos. A paixão pelo mar, pelas ondas e pelo surf só aumentou durante a minha infância e adolescência. Competi muito de pranchinha e aos 11 anos comecei a treinar com o inesquecível Caio Monteiro. Grande treinador, que na época liderava a equipe carioca e brasileira nos principais campeonatos amadores. Aprendi muito com ele: técnicas do surf e estratégias de competição em bateria, que eu uso até hoje.

Foi ainda nessa época que Sérgio Mattos, booker da 40 Graus Models, me chamou para fazer umas fotos e modelar. Esse foi o início da minha carreira de modelo, que deu muito certo até os meus 15 anos. O ápice foi quando visitei Nova York e acabei saindo na capa da revista londrina ID.

Aos 14 anos fiz um teste para a novela “Três Irmãs”, da TV Globo. Eu já fazia aulas de teatro havia uns três anos e gostava bastante, apesar de achar que não levava jeito para ser ator. Ainda assim, fui escolhido no teste e passei um ano gravando! Sempre amei o surf, mas percebi que estava ficando para trás nos campeonatos de pranchinha. Aos 17 anos perdi o patrocínio e parei de competir, mas nunca deixei de ir à praia e surfar. Com ou sem patrocínio, é o que eu amo fazer.

Foi então que, no verão de 2009/2010, meu pai resolveu comprar um SUP de 11 pés. A prancha gigantesca era própria para remar e fazer travessias enquanto o mar estivesse flat, mas percebemos que era muito mais legal pegar as marolas de SUP do que de pranchinha, uma bela surpresa. Viajei para a temporada de inverno no Havaí e quando voltei, o meu irmão, Ian, já estava quebrando tudo com o SUP. Ele me inspirou muito e eu fui atrás dos passos dele. O Stand Up Paddle crescia rápido e as pranchas evoluíam rápido, junto com a gente.

Em mais uma viagem ao Havaí, fiquei na casa do Bruno Lemos, um dos grandes fotógrafos brasileiros que mora lá. Aprendi muito sobre câmeras e filmagem e quando voltei ao Brasil comecei a filmar e a editar as imagens das minhas caídas e das do meu irmão. Criamos um canal no YouTube e, depois do segundo vídeo, surgiram os “The Vaz Brothers”! Continuamos a gravar nossas participações em campeonatos e surf trips, até que conseguimos uma reunião com o diretor do recém-criado Canal OFF, da Globosat. Ele já conhecia o nosso trabalho e gostava dos vídeos do nosso canal do YouTube e, assim, foi criada a série “Irmãos Vaz”. O programa é sobre as nossas viagens em busca dos melhores picos para praticar o SUP e já teve três temporadas.

Em 2011, conseguimos viabilizar com nossos patrocinadores na época (Art in Surf e Bintang), uma ida para o Havaí para competir na última etapa do Circuito Mundial daquele ano, em Big Island. Lá no Havaí, comecei participando dos trials, cheguei até a final e consegui uma vaga no evento principal. Estava muito feliz. Passei pelas primeiras fases do campeonato e nas quartas de final peguei uma bateria sinistra, com os campeões Kai Lenny e o Leco Salazar. Não sei como, mas passei em primeiro lugar! Perdi a semi-final, mas minha participação na bateria das quartas valeu o campeonato.

Desde 2012, eu e Ian competimos no Circuito Mundial de SUP, que tem cinco ou seis etapas anuais, em lugares como Havaí, Tahiti, França, Caribe, Califórnia, Emirados Árabes e Brasil. Em 2012, acabei o meu primeiro ano no circuito em no 5º lugar geral e no meu segundo ano, consegui chegar a três finais e terminei no 2º lugar do ranking geral.

2014 foi o meu terceiro ano no Stand Up World Tour e consegui minha primeira vitória em uma etapa do circuito mundial! Foi em Sunset Beach, no Havaí, a etapa mais cobiçada do ano. Não achei que fosse ganhar, foi demais! Somente três brasileiros ganharam uma competição de surf em Sunset e eu fui um deles, o primeiro de SUP. Na sequência, ganhei a segunda etapa do ano, em Alagoas. Cheguei duas semanas antes para me adaptar as ondulações e ficar mais à vontade. Deu certo! Acabei o ano no 2º lugar geral e ano que vem tem mais!